Discípula e Mestra em Ferentino – Parte I

Discípula

Costanza Troiani é acolhida como educanda no Conservatório a seis anos e meio. Lá vive a sua infância, adolescência e juventude; lá permanece o motivo da escolha de vida: consagrar-se ao Senhor entre aquelas Religiosas.

O amor humano com o qual as duas fundadoras acolheram e protegeram a pequena é sublimado pela experiência do Amor divino com o qual a nossa educanda é conduzida pelas formadoras com a vida e a palavra.

O Amor não é simplesmente percebido por ela, mas experimentado como lugar e fonte de vida. Por isso se sente amada e capaz de amar. Isto explica o uso frequente do atributo Amabilíssimo referido a Deus. Um Deus que é Pai Amorosíssimo, um Deus que é também ‘mãe’.

É neste mistério de Amor, vivido antes pelas fundadoras e transmitido às educandas, aos alunos e as religiosas, que se funda e transforma o próprio estilo do educar. Mulheres que vivem a missão de instruir as crianças com toda caridade e paciência; mulheres de índole toda voltada a cultivar aquelas sensíveis crianças; mulheres que defronte a casos incorrigíveis não desistem…com particular caridade e paciência, muitas vezes conseguia conduzí-las ao bom caminho.

A arte de educar se exprime no sentido mais genuino e profundo: ‘educere’, tirar fora o melhor do interior de cada uma; acreditar que toda pessoa é educável e por isso capaz de crescer, e melhorar o próprio potencial humano, de desenvolver as próprias capacidades e atitudes pessoais. E ainda, formar e instruir respeitando-as os ritmos de crescimento e de maturidade.

As linhas educativas que Me. Catarina nos permite a reencontrá-las são aquelas que ela mesma conheceu como aluna e educadora. São aquelas que na sua memória permanecem e vivem em seu modo de ensinar.

Temos um percusso educativo que se situa em um projeto de:
  • Personalização
  • Gradualidade

Da discípula... a mestra

Mesmo na função de mestra Me. Catarina não deixa de ser e de fazer-se discípula. Da própria vida compreende que cada dia precisa deixar-ser e retornar a escola, sabendo que aqueles que se recusam em retornar aos bancos da escola, presumindo de saber tudo são os mestres mais perigosos.

...além disso

Ir. Catarina parece uma mulher plenamente integrada na comunidade e com essa vive e compartilha o apostolado do ensinamento.

Como é vista a escola?

Da narrativa

As Irmãs com grande zelo e cuidado se ocupavam na instrução das crianças, não economizando nenhuma fadiga pelo amadurecimento das mesmas. São justas e imparciais com todas...

Às vezes aquilo que confortava as famílias, incomodava de mais a elas, mesmo aceitando de boa vontade para adaptar-se à cidade e por não dar motivo de lamentações.

Quais orientações pedagógicas podemos obter?

  • Fundamento de toda ”arquitetura” educativa é o Amor.
Dele se deriva:
  • centralidade da pessoa.
  • Acreditar que toda pessoa é educável.
  • Personalização e gradualidade.
  • Além disso é uma comunidade educante que se interroga e se deixa interpelar.